
A burra do Jaquim
“Esta história perde-se no total dos tempos. Ouvia a minha bisavó, que já a ouvira à sua, pois, na aldeia de Ferreiros, ela jamais será esquecida”.
Era uma aldeia paupérrima, com invernos rigorosíssimos, em que os socos dos aldeões se enterravam no “codo” e nos grandes nevões, quando iam deitar de comer ao gado. Só para isso saíam da lareira, bem embrulhados nas suas capuchas castanhas.
A vida dos agricultores era mais dura que as penedias da serra, onde a aldeia estava encravada. Aquele caminho esburacado, de terra batida, a que chamavam estrada, ficavam a mais de três quilómetros. Viviam do que a terra dava, mas as belgas do jaquim ficavam longe da povoação, perto do rio. Era uma boa estirada e, como o calor do verão era tão forte como o frio do inverno, o jaquim deixava uma garrafita de vinho a porta do quintal, para o relento da noite o refrescar, levantava-se antes do galo cantar, com o céu polvilhado de miríades de estrelas; cortava uma boa fatia de pão de centeio do açafate da cozinha, ia buscar uma lasca de presunto, bebia o vinhito e, com o estômago aconchegado, ia a loja aparelhar a burra e, ainda de noite se ouviam os seus cascos na calçada. O que valia e que, tanto ele como a burra, já conheciam bem o caminho, estreito e pedregoso que os levava ate as Jeirinhas. Aquele prédio era o orgulho do Jaquim, que herdara de seu pai. Com a ânsia de começar cedo, às vezes ainda se deitava na terra nua, à espera que amanhecesse, para ver o que fazia.
Ao bater do meio-dia, enquanto ia rezando as 3 Ave Marias, lá ia a Chica, com um cestito a cabeça levar-lhe o “jintar” e, depois de uma pequena sesta, ajudava-o a apanhar as batatas ou outra coisa qualquer, carregavam a burra e lá vinham, cansados, pelo caminho sempre a subir, até casa.
Enquanto ele tratava do animal, ela aquecia o caldo e cozia umas batatas à racha, que comiam com um molho feito com alho, uma pinga de azeite, água do caldo e umas pedrinhas de sal.
Naquela noite, o jaquim estava pensativo e, enquanto comia à luz bruxuleante da candeia, que desenhava sombras esguias na cozinha escura, disse p’ra Chica:
- “Reparaste, mulher? A burra está a ficar velha. Já lhe custa aguentar o carrego e tropeçou duas vezes no caminho. Este ano, vou ver se a troco na Feira de S. Francisco, aproveitando o dinheirito da venda das batatas. Que dizes?”
- “Ó home, faz como achares melhor, mas vê que seja mansinha, para eu poder montar nela.”
Dormiram mal essa noite, a pensar no assunto, pois a burra, salvo seja!, era como se fosse da família. Mas já não podia ajudar no que precisavam…
0ra, no domingo seguinte chegaram os “caldeireiros”. Eram uns vendedores ambulantes, que passavam na aldeia uma vez por ano. Ficavam uns dias debaixo do alpendre do Ti Zé Magriço e lá estendiam tudo o que traziam e fazia falta aquela gente. Que compras engraçadas!
- “É este o alguidar de barro que quer? Vê? (e batia nele com os nos dos dedos). Não tem uma racha sequer! E este vidrado?! É uma maravilha!”
- “Quanto quer por ele? E por aquela panela de ferro, a mais pequena…” (ainda não havia plásticos nem fogões a gás…)
- “Por você já ser freguesa, são duas vezes cheias de batatas ou de milho.”
E, depois de muito regatearem, lá se iam fazendo as trocas, às vezes também por uns ovitos.
O Jaquim passou por lá, mas não comprou nada. Olhou para uma burra que eles traziam, muito lazarenta e cheia de feridas, mal podendo segurar-se em pé e enxotar as moscas com o rabo.
- “Olhe a sua burra! Será do calor? Ela não lhe aguenta o caminho de volta.”
Bem lhe deram de água, erva fresca e palha, mas não havia nada a fazer. O animal deitou-se no chão e só restava enterrá-la.
- “E agora? - gemia o caldeireiro – como havemos de ir embora? Quem puxa a carroça?”
- “Quer comprar a minha?” – o Jaquim aproveitava a ocasião – “olhe que é uma boa burra, habituada ao trabalho. Tenciono ir vendê-la ao S. Francisco, com bastante pena, mas é um pouco arisca e a minha Chica não consegue montar nela. Para a sua carroça, não arranja melhor...”
Depois de muito regatearem, apareceu o comprade Manuel a dar a sua opinião:
- “Ó homens, “rachem” a diferença ao meio e façam negócio!”
E assim foi. O Jaquim esfregava as mãos de contente, pois tinha feito uma boa venda, mas a Chica ainda deitou uma lagrimazita, quando, pela última vez, viu a burra sair da loja...
No dia de S. Francisco, lá vai o Jaquim, ainda de noite, com a merenda numa saquita de remendos feita pela Chica. Tinha muito que andar, pelo meio das matas de carvalhos e soutos onde começavam já a abrir os primeiros ouriços. Ia depressa, sempre atento, de olho alerta, não fosse algum ladrãozeco saltar-lhe ao caminho.
Mal chegou, encontrou um primo, o João da Zefa, que tinha vindo ao mesmo. Já dera a volta a Feira e foi com o Jaquim mostrar-lhe as melhores. Havia lá uma, que lhe “ficara no goto”, mas não tinha dinheiro para ela. O Jaquim foi vê-la e ficou encantado: tinha uns olhos meigos, uns bons dentes, (já não era muito nova, mas ainda não era velha), zurrou forte, quando lhe viu as patas e lhe passou a mão no pelo. E que pelo! Castanho, macio, mesmo muito bem tratado. Era cara, lá isso era!...
Deu mais uma volta à Feira, mas nenhuma lhe agradava como aquela. Regateou o que pôde e, com a ajuda do João da Zefa, acabou por fechar negócio. Estava mesmo contente! Amarrou-a a um pinheiro, foi comer um bocadito de marra (também levou para a Chica), bebeu uns copitos com o amigo e pôs-se a caminho, que Ferreirós ficava bem longe. Montou e lá foi um pedaço de caminho. Como ela andava bem! Era mesmo mansa, o raio da burra! Quase nem precisava de lhe tocar com os pés na barriga para ela trotar por ali a fora...
Pelas matas, foi a pé, levando-a pela arreata. A Chica ia gostar dela, de certeza! E, pela primeira vez na sua vida, o Jaquim, feliz, apreciava o sol a brilhar por entre as arvores, as nesgas de céu azul e as floritas que teimavam em desabrochar no meio da aridez das pedras da mata... Ao longe, já se avistava Ferreirós e até a burra parecia perceber a ansiedade do Jaquim, pois começou a trotar mais depressa. Toda a gente da aldeia veio vê-la e ela abanava o rabo, muito contente, como quisesse agradecer toda aquela atenção.
- “Fizeste boa compra, Jaquim!” – diziam todos, uns com amizade, outros talvez com uma pontinha de inveja...
O Jaquim levou-a a beber ao tanque do Largo da aldeia e a “danada” devia ter tanta sede, que até parece que conhecia o caminho.
Zurrou feliz e... foi direitinha à loja, onde tinha bom feno para comer e boa palha para se deitar. A Chica esmerou-se para receber a “hóspede”:
Nos dias seguintes, tudo corria sobre rodas, isto é, sobre as quatro patas da burra. A “magana” era mesmo boa.
Acabada a vindima, começou a faina das castanhas. A Chica ia de manhãzinha para o soito, enchia os sacos de castanhas (não havia na aldeia outras iguais!) e à tardinha, depois de vir das Jeirinhas, o Jaquim ia buscá-los com a burra. Era uma época difícil em que só jantavam pão de centeio e à noite é que ceavam...
Nunca mais esqueceriam aquele último dia de Outubro. Estava um calor tórrido, abafado!... vinha lá trovoada, na certa! O céu escureceu, nuvens sombrias taparam o sol e começaram a ver-se ao longe, os primeiros relâmpagos. A Chica veio mais cedo para casa e o Jaquim fez o mesmo. Só que as Jeirinhas ficavam longe e, por mais depressa que viessem, ao chegar a fonte velha, no início da aldeia, o céu abriu-se em torrentes de água, que arrasava tudo. Não tendo onde se “acoitar”, o Jaquim e a burra corriam, completamente encharcados, o mais depressa que a chuva deixava. Era quase noite e, ao chegar ao Largo, completamente deserto, o Jaquim deu conta que as mãos estavam sujas e, olhando para trás, viu que ficava um rasto escuro no chão, conforme eles passavam. Um forte relâmpago, seguido de um enorme trovão, fez cair na torre da igreja.
- “Ai valha-me Deus! T’arrenego, santanás! Virgem Santíssima!”
O Jaquim mete a burra na loja e entrou em casa, branco como a cal.
- “Que tens, homem?” – perguntou a Chica, assustada:
- “sei lá mulher! Isto são coisas do demónio” – e mostrou-lhe as mãos todas castanhas.
O Jaquim lavou-se e foi-se logo deitar, sem comer. A Chica pegou na candeia e nuns farrapos e foi tratar da burra. Conforme limpava, o pelo ia ficando cinzento e ai ela percebeu tudo. Fechou a porta da loja e foi ter com o Jaquim ao quarto, mostrar-lhe os farrapos.
- “Ó Jaquim, qual diabo qual carapuça! Foste bem enganado! A burra linda que compraste é a nossa burra velha, homem!”
Maria Faustino Marques L. Pais
“Esta história perde-se no total dos tempos. Ouvia a minha bisavó, que já a ouvira à sua, pois, na aldeia de Ferreiros, ela jamais será esquecida”.
Era uma aldeia paupérrima, com invernos rigorosíssimos, em que os socos dos aldeões se enterravam no “codo” e nos grandes nevões, quando iam deitar de comer ao gado. Só para isso saíam da lareira, bem embrulhados nas suas capuchas castanhas.
A vida dos agricultores era mais dura que as penedias da serra, onde a aldeia estava encravada. Aquele caminho esburacado, de terra batida, a que chamavam estrada, ficavam a mais de três quilómetros. Viviam do que a terra dava, mas as belgas do jaquim ficavam longe da povoação, perto do rio. Era uma boa estirada e, como o calor do verão era tão forte como o frio do inverno, o jaquim deixava uma garrafita de vinho a porta do quintal, para o relento da noite o refrescar, levantava-se antes do galo cantar, com o céu polvilhado de miríades de estrelas; cortava uma boa fatia de pão de centeio do açafate da cozinha, ia buscar uma lasca de presunto, bebia o vinhito e, com o estômago aconchegado, ia a loja aparelhar a burra e, ainda de noite se ouviam os seus cascos na calçada. O que valia e que, tanto ele como a burra, já conheciam bem o caminho, estreito e pedregoso que os levava ate as Jeirinhas. Aquele prédio era o orgulho do Jaquim, que herdara de seu pai. Com a ânsia de começar cedo, às vezes ainda se deitava na terra nua, à espera que amanhecesse, para ver o que fazia.
Ao bater do meio-dia, enquanto ia rezando as 3 Ave Marias, lá ia a Chica, com um cestito a cabeça levar-lhe o “jintar” e, depois de uma pequena sesta, ajudava-o a apanhar as batatas ou outra coisa qualquer, carregavam a burra e lá vinham, cansados, pelo caminho sempre a subir, até casa.
Enquanto ele tratava do animal, ela aquecia o caldo e cozia umas batatas à racha, que comiam com um molho feito com alho, uma pinga de azeite, água do caldo e umas pedrinhas de sal.
Naquela noite, o jaquim estava pensativo e, enquanto comia à luz bruxuleante da candeia, que desenhava sombras esguias na cozinha escura, disse p’ra Chica:
- “Reparaste, mulher? A burra está a ficar velha. Já lhe custa aguentar o carrego e tropeçou duas vezes no caminho. Este ano, vou ver se a troco na Feira de S. Francisco, aproveitando o dinheirito da venda das batatas. Que dizes?”
- “Ó home, faz como achares melhor, mas vê que seja mansinha, para eu poder montar nela.”
Dormiram mal essa noite, a pensar no assunto, pois a burra, salvo seja!, era como se fosse da família. Mas já não podia ajudar no que precisavam…
0ra, no domingo seguinte chegaram os “caldeireiros”. Eram uns vendedores ambulantes, que passavam na aldeia uma vez por ano. Ficavam uns dias debaixo do alpendre do Ti Zé Magriço e lá estendiam tudo o que traziam e fazia falta aquela gente. Que compras engraçadas!
- “É este o alguidar de barro que quer? Vê? (e batia nele com os nos dos dedos). Não tem uma racha sequer! E este vidrado?! É uma maravilha!”
- “Quanto quer por ele? E por aquela panela de ferro, a mais pequena…” (ainda não havia plásticos nem fogões a gás…)
- “Por você já ser freguesa, são duas vezes cheias de batatas ou de milho.”
E, depois de muito regatearem, lá se iam fazendo as trocas, às vezes também por uns ovitos.
O Jaquim passou por lá, mas não comprou nada. Olhou para uma burra que eles traziam, muito lazarenta e cheia de feridas, mal podendo segurar-se em pé e enxotar as moscas com o rabo.
- “Olhe a sua burra! Será do calor? Ela não lhe aguenta o caminho de volta.”
Bem lhe deram de água, erva fresca e palha, mas não havia nada a fazer. O animal deitou-se no chão e só restava enterrá-la.
- “E agora? - gemia o caldeireiro – como havemos de ir embora? Quem puxa a carroça?”
- “Quer comprar a minha?” – o Jaquim aproveitava a ocasião – “olhe que é uma boa burra, habituada ao trabalho. Tenciono ir vendê-la ao S. Francisco, com bastante pena, mas é um pouco arisca e a minha Chica não consegue montar nela. Para a sua carroça, não arranja melhor...”
Depois de muito regatearem, apareceu o comprade Manuel a dar a sua opinião:
- “Ó homens, “rachem” a diferença ao meio e façam negócio!”
E assim foi. O Jaquim esfregava as mãos de contente, pois tinha feito uma boa venda, mas a Chica ainda deitou uma lagrimazita, quando, pela última vez, viu a burra sair da loja...
No dia de S. Francisco, lá vai o Jaquim, ainda de noite, com a merenda numa saquita de remendos feita pela Chica. Tinha muito que andar, pelo meio das matas de carvalhos e soutos onde começavam já a abrir os primeiros ouriços. Ia depressa, sempre atento, de olho alerta, não fosse algum ladrãozeco saltar-lhe ao caminho.
Mal chegou, encontrou um primo, o João da Zefa, que tinha vindo ao mesmo. Já dera a volta a Feira e foi com o Jaquim mostrar-lhe as melhores. Havia lá uma, que lhe “ficara no goto”, mas não tinha dinheiro para ela. O Jaquim foi vê-la e ficou encantado: tinha uns olhos meigos, uns bons dentes, (já não era muito nova, mas ainda não era velha), zurrou forte, quando lhe viu as patas e lhe passou a mão no pelo. E que pelo! Castanho, macio, mesmo muito bem tratado. Era cara, lá isso era!...
Deu mais uma volta à Feira, mas nenhuma lhe agradava como aquela. Regateou o que pôde e, com a ajuda do João da Zefa, acabou por fechar negócio. Estava mesmo contente! Amarrou-a a um pinheiro, foi comer um bocadito de marra (também levou para a Chica), bebeu uns copitos com o amigo e pôs-se a caminho, que Ferreirós ficava bem longe. Montou e lá foi um pedaço de caminho. Como ela andava bem! Era mesmo mansa, o raio da burra! Quase nem precisava de lhe tocar com os pés na barriga para ela trotar por ali a fora...
Pelas matas, foi a pé, levando-a pela arreata. A Chica ia gostar dela, de certeza! E, pela primeira vez na sua vida, o Jaquim, feliz, apreciava o sol a brilhar por entre as arvores, as nesgas de céu azul e as floritas que teimavam em desabrochar no meio da aridez das pedras da mata... Ao longe, já se avistava Ferreirós e até a burra parecia perceber a ansiedade do Jaquim, pois começou a trotar mais depressa. Toda a gente da aldeia veio vê-la e ela abanava o rabo, muito contente, como quisesse agradecer toda aquela atenção.
- “Fizeste boa compra, Jaquim!” – diziam todos, uns com amizade, outros talvez com uma pontinha de inveja...
O Jaquim levou-a a beber ao tanque do Largo da aldeia e a “danada” devia ter tanta sede, que até parece que conhecia o caminho.
Zurrou feliz e... foi direitinha à loja, onde tinha bom feno para comer e boa palha para se deitar. A Chica esmerou-se para receber a “hóspede”:
Nos dias seguintes, tudo corria sobre rodas, isto é, sobre as quatro patas da burra. A “magana” era mesmo boa.
Acabada a vindima, começou a faina das castanhas. A Chica ia de manhãzinha para o soito, enchia os sacos de castanhas (não havia na aldeia outras iguais!) e à tardinha, depois de vir das Jeirinhas, o Jaquim ia buscá-los com a burra. Era uma época difícil em que só jantavam pão de centeio e à noite é que ceavam...
Nunca mais esqueceriam aquele último dia de Outubro. Estava um calor tórrido, abafado!... vinha lá trovoada, na certa! O céu escureceu, nuvens sombrias taparam o sol e começaram a ver-se ao longe, os primeiros relâmpagos. A Chica veio mais cedo para casa e o Jaquim fez o mesmo. Só que as Jeirinhas ficavam longe e, por mais depressa que viessem, ao chegar a fonte velha, no início da aldeia, o céu abriu-se em torrentes de água, que arrasava tudo. Não tendo onde se “acoitar”, o Jaquim e a burra corriam, completamente encharcados, o mais depressa que a chuva deixava. Era quase noite e, ao chegar ao Largo, completamente deserto, o Jaquim deu conta que as mãos estavam sujas e, olhando para trás, viu que ficava um rasto escuro no chão, conforme eles passavam. Um forte relâmpago, seguido de um enorme trovão, fez cair na torre da igreja.
- “Ai valha-me Deus! T’arrenego, santanás! Virgem Santíssima!”
O Jaquim mete a burra na loja e entrou em casa, branco como a cal.
- “Que tens, homem?” – perguntou a Chica, assustada:
- “sei lá mulher! Isto são coisas do demónio” – e mostrou-lhe as mãos todas castanhas.
O Jaquim lavou-se e foi-se logo deitar, sem comer. A Chica pegou na candeia e nuns farrapos e foi tratar da burra. Conforme limpava, o pelo ia ficando cinzento e ai ela percebeu tudo. Fechou a porta da loja e foi ter com o Jaquim ao quarto, mostrar-lhe os farrapos.
- “Ó Jaquim, qual diabo qual carapuça! Foste bem enganado! A burra linda que compraste é a nossa burra velha, homem!”
Maria Faustino Marques L. Pais
Rafael Pina, 8º B