Foram sorteados pelos alunos alguns temas, que deveriam desenvolver em, aproximadamente, 30 minutos. Eis alguns dos textos.
Entraste numa floresta encantada, onde as árvores, as plantas, as flores, os animais e até as pedras do caminho falam, mexem-se e sentem como as pessoas, sendo ainda capazes de transformações incríveis. Nessa tua aventura, experimentaste sentimentos como a alegria, o medo, o amor e a raiva. Conta as situações que os proporcionaram.
Estaria eu a sonhar?
Num dia em que tudo parecia estar a correr mal, senti-me possuída por uma música muito bonita, que tocava longe...pensava eu! Fui caminhando ao som daquela melodia e, quando dei conta, estava prestes a entrar numa floresta onde tudo era diferente...mágico! As árvores falavam, as plantas falavam ,os animais falavam, até as pedras do caminho falavam! Era tudo tão extraordinário, tão invulgar! Naquele momento, não sabia o que fazer, então decido esconder-me atrás de uma árvore para melhor apreciar. Os animais conversavam uns com os outros, davam gargalhadas, bricavam, pulavam.... todos se divertiam! De repente..... - Buuuuu! – um dos animais encontrou-me. Um pouco assustada, perguntei:
- Como te chamas, macaquinho?
- Bem, eu sou o Sebastião, e desde já te digo que detesto que me chamem macaco!
- Mas tu és um… macaco! - Sim, mas vocês também chamam macacos àquelas coisas viscosas e nojentas que têm no nariz. Portanto, não quero ser macaco, quero ser apenas Sebastião!
Ainda apreensiva, não consegui conter o riso. Sebastião tinha piada e as minhas gargalhadas denunciaram–me, triste e, sobretudo, muito receosa!
Foi então que Sebastião me explicou que os humanos não eram bem-vindos devido às “suas capacidades de provocar o mal”. No fundo eles tinham razão, mas eu não sou assim e estava disposta a prová-lo. No final, após algumas palavras meigas, gestos de carinho e um sorriso franco, consegui cativá-los. Conheci o cavalo chamado Afonso, o burro Pintas, a cobra Comprida, a lagartixa zarolha....( uma coscuvilheira) e o papagaio, o Fala barato. Depois de algumas histórias hilariantes e de muita fantasia, regressámos à dura realidade: o motivo pelo qual os meus novos amigos não confiavam em humanos. Na época de caça perdiam sempre alguém, na altura de férias apareciam animais novos na floresta, cujos donos os tinham abandonado, já para não falar dos pobres bichos que fugiam para a floresta devido aos maus tratos! Senti-me revoltada e, acima de tudo, envergonhada por pertencer a este grupo de indivíduos!! Mas, no fundo, não era novidade para mim... neste mundo não há respeito, não há amor, nem carinho, não há paciência, nem tranquilidade, enfim.... não há paz! Paz senti eu quando me sentei junto destes novos amigos. Começou a escurecer, tinha de regressar ao meu mundo. Com alguma tristeza, despedi-me de todos, com a promessa de que em breve voltaria. Quanto a mim, de alma nova, decidi fazer tudo o que estaria ao meu alcance para tornar o nosso mundo num sítio melhor!
Alexandra, 8º B
Entraste numa floresta encantada, onde as árvores, as plantas, as flores, os animais e até as pedras do caminho falam, mexem-se e sentem como as pessoas, sendo ainda capazes de transformações incríveis. Nessa tua aventura, experimentaste sentimentos como a alegria, o medo, o amor e a raiva. Conta as situações que os proporcionaram.
Estaria eu a sonhar?
Num dia em que tudo parecia estar a correr mal, senti-me possuída por uma música muito bonita, que tocava longe...pensava eu! Fui caminhando ao som daquela melodia e, quando dei conta, estava prestes a entrar numa floresta onde tudo era diferente...mágico! As árvores falavam, as plantas falavam ,os animais falavam, até as pedras do caminho falavam! Era tudo tão extraordinário, tão invulgar! Naquele momento, não sabia o que fazer, então decido esconder-me atrás de uma árvore para melhor apreciar. Os animais conversavam uns com os outros, davam gargalhadas, bricavam, pulavam.... todos se divertiam! De repente..... - Buuuuu! – um dos animais encontrou-me. Um pouco assustada, perguntei: - Como te chamas, macaquinho?
- Bem, eu sou o Sebastião, e desde já te digo que detesto que me chamem macaco!
- Mas tu és um… macaco! - Sim, mas vocês também chamam macacos àquelas coisas viscosas e nojentas que têm no nariz. Portanto, não quero ser macaco, quero ser apenas Sebastião!
Ainda apreensiva, não consegui conter o riso. Sebastião tinha piada e as minhas gargalhadas denunciaram–me, triste e, sobretudo, muito receosa!
Foi então que Sebastião me explicou que os humanos não eram bem-vindos devido às “suas capacidades de provocar o mal”. No fundo eles tinham razão, mas eu não sou assim e estava disposta a prová-lo. No final, após algumas palavras meigas, gestos de carinho e um sorriso franco, consegui cativá-los. Conheci o cavalo chamado Afonso, o burro Pintas, a cobra Comprida, a lagartixa zarolha....( uma coscuvilheira) e o papagaio, o Fala barato. Depois de algumas histórias hilariantes e de muita fantasia, regressámos à dura realidade: o motivo pelo qual os meus novos amigos não confiavam em humanos. Na época de caça perdiam sempre alguém, na altura de férias apareciam animais novos na floresta, cujos donos os tinham abandonado, já para não falar dos pobres bichos que fugiam para a floresta devido aos maus tratos! Senti-me revoltada e, acima de tudo, envergonhada por pertencer a este grupo de indivíduos!! Mas, no fundo, não era novidade para mim... neste mundo não há respeito, não há amor, nem carinho, não há paciência, nem tranquilidade, enfim.... não há paz! Paz senti eu quando me sentei junto destes novos amigos. Começou a escurecer, tinha de regressar ao meu mundo. Com alguma tristeza, despedi-me de todos, com a promessa de que em breve voltaria. Quanto a mim, de alma nova, decidi fazer tudo o que estaria ao meu alcance para tornar o nosso mundo num sítio melhor!
Alexandra, 8º B
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Descobriste uma velha caixa no sótão de uma casa abandonada e, daí em diante, a tua vida mudou completamente. O que continha a caixa? O que aconteceu a partir do momento em que a abriste?
A CAIXA ENCANTADA
- Avó, Avó… Contas-nos uma história? – pediram o pequeno Simão e a sua irmã Débora.
- Está bem, meus pequenos sonhadores. Vou contar-vos uma história que vivi por volta dos meus sete anos.
- Estava eu sentada no sofá da sala da minha mãe, vossa bisavó, a ouvir a chuva a cair. Era um dia muito aborrecido, eu não tinha nada que fazer e Ana, a minha mãe, tinha ido trabalhar para a quinta e cuidar das fazendas. Ora naquele preciso momento, estava a pensar como a Maria tinha sorte, pois tinha uma família completa: uma mãe, um pai, um avô, uma avó e um irmão que nascera havia pouco tempo. Eu tinha apenas uma mãe e um pai. Também tinha uma tia, que vivia num país longínquo, um país que eu sonhava, um dia, vir a conhecer.
- Avó, quem era a Maria? – perguntou a Débora.
- Era a mãe do Bernardo, o nosso amigo que foi para a Suiça? – perguntou o Simão.
- Sim, meus queridos, era. Continuando… Nesse mesmo instante, o meu pai chegou a casa.
- Olá, Edite, estás aqui? Pensei que estivesses a brincar com a Maria e os teus amigos.
- Hoje não quero. E tu, o que vieste fazer? – perguntei eu, muito espantada.
- Vim buscar a bucha para mim e para a tua mãe. Olha, acho melhor ires brincar com os teus amigos. Aproveita enquanto és criança e diverte-te.
Muito obediente, beijei o rosto do meu pai e fui até ao largo da povoação, onde eu e os meus amigos brincávamos juntos. Quando cheguei, só estavam lá a Maria e o Joaquim. Estavam a falar baixinho, como que a planear mais uma aventura.
- Bom dia, de que estavam a falar?
- Estávamos a pensar como haveríamos de ir a casa da Feiticeira, como ela foi internada num lar de idosos, já podemos lá entrar. – disse a Maria.
- Avó, quem era a Feiticeira?
- A Feiticeira era uma velha, muito velha, cheia de rugas, com os olhos muito grandes, avermelhados, que vestia sempre de preto. Ela tinha um gato, também preto, muito grande e peludo, a quem chamava Fantasia. Diziam que ela andava sempre a escavar buracos no jardim, de manhã à noite. Pensava-se que ela tinha um caldeirão escondido no quarto onde cozinhava as pessoas que lá entrassem. À noite, via-se uma luz imensa a sair do seu quarto que invadia a escuridão da noite e deixava as pessoas aterrorizadas. Querem ouvir o resto da história ou não?
- Sim, Avó, claro que queremos. – confirmou o Simão, muito impaciente.
- Então vou continuar.
- O que achas, Edite, queres vir connosco, a casa da Feiticeira?
- Está bem. Vai ser uma aventura! - exclamei com os olhos cheios de curiosidade.
- Olhem, malta, eu não sei, estou com um bocadinho de medo!
- Não sejas pateta, vais ver que vai ser engraçado. – retorquiu o Joaquim, tentando encorajar a Maria.
Quando nos decidimos, fomos rua abaixo até chegarmos a casa da Feiticeira.
Era uma casa muito velha, cheia de teias de aranha, as janelas partidas e as portas roídas dos ratos. O jardim estava morto e cheio de buracos. Reparámos que a porta estava entreaberta.
- Então quem vai à frente? Vai tu Edite, és a mais corajosa.
- Eu? Por que não vais tu? Encorajaste a Maria e afinal tens mais medo do que ela?
- Chega de discussão! Eu vou à frente. – interveio a Maria, abrindo a porta muito devagarinho.
Entrámos um por um, muito agarradinhos e cheios de medo.
Havia três portas e, à nossa frente, umas escadas enormes de madeira. Estava tudo velho, com pó, cheio de teias de aranha. Era uma casa triste, sem vida, sem cor.
- Vamos ver se as portas abrem. – disse eu, entusiasmada.
Distribuímo-nos pelas portas, mas nenhuma abria.
- O que haverá lá em cima? Se calhar é o sótão, vamos lá ver.
Subimos, escada por escada, cheios de medo, mas todos nós estávamos com imensa curiosidade. Quando chegámos lá em cima…
- Já sei, estava lá um robot que faz tudo o que nós fazemos!
- Não, cala-te, Simão! Estava lá uma linda barbie num jardim encantado, rodeada de borboletas e flores.
- Oh! Calem-se meninos. Não era nada disso, mas vejo que imaginação não vos falta. Bem, quando chegámos lá em cima, tudo estava mais iluminado, havia quatro janelas enfeitadas com bonitas cortinas brancas rendadas. Não existia qualquer tipo de pó, estava tudo limpo e o ar cheirava a alfazema. Havia uma cama, um enorme baú, um grande cadeirão azul de veludo e um pequeno armário. Em cima da cama estava uma caixa muito colorida.
- Estão a ver a caixa em cima da cama? O que terá lá dentro? – perguntou o Joaquim.
- Não sei, vamos abri-la, mas é preciso uma chave.
Naquele momento ia pegar na caixa quando, de repente, ouvimos:
- Miau, miau…Miau!
Olhámos os três para trás, era o Fantasia, o gato da Feiticeira. Ficámos perplexos e mudos a olhar para ele. A Maria quebra o silêncio e diz:
- Olhem, traz uma chave ao pescoço, pendurada num cordão rosa. Tenho a certeza que é a chave da caixa. – afirmou a Maria, com muita certeza.
O gato dirigiu-se para nós muito devagarinho. Com muita coragem, a Maria tirou-lhe a chave do pescoço e o gato saltou para cima da cama e sentou-se ao pé da caixa, como que a dizer para a abrirmos.
Muito lentamente, a Maria pegou na caixa.
- Não a abras, – disse o Joaquim com muito medo – pode lá ter uma cobra enorme que nos irá de…de…devo…devorar!
- Não sejas medricas, é apenas uma caixa. – retorqui-lhe eu, quase rindo às gargalhadas.
A Maria, sem ouvir o que o Joaquim lhe dissera, abriu a caixa. E, de repente…
- O que aconteceu, Avó?!
- De repente, uma enorme luz tomou conta de nós e, como que por magia, estávamos numa linda floresta, com uma enorme cascata que escorria por um rio com água muito límpida. Havia imensos animais por toda a parte: esquilos, veados, cães, gatos, sapos, javalis…enfim… todo o tipo de seres que há numa floresta. Estávamos deslumbrados a admirar tanta beleza.
- Viva, viva… viva à nossa Feiticeira e a quem a salvou! – gritavam todos os animais.
- Obrigado, muito obrigado! – disse-nos um gato preto.
- Tu és o Fantasia, não és? – perguntou-lhe um de nós.
- Sim, sou eu, o gato da Feiticeira.
- Então, mas… obrigado porquê?
- Graças a vocês, a Feiticeira já pode morrer em paz. Eu conto-vos a história.
Nós acomodámo-nos num enorme pedregulho que estava ao pé do rio, para que o gato nos pudesse contar a história.
- Quando a Feiticeira era pequena, a mãe ofereceu-lhe aquela caixa que estava em cima da cama dizendo-lhe o seguinte: “ Com esta caixa e esta chave vais poder brincar e falar com os animais numa floresta encantada. Assim nunca te sentirás sozinha.” A partir desse dia, ela foi muito feliz porque cuidava e brincava com os animais desta floresta. Aos quinze anos de idade, ela perdeu a chave e a partir desse dia, ela ficou muito triste e a morrer aos poucos. Os animais desta floresta adoeceram por falta dos cuidados da Feiticeira. Procurámos a chave por todo o lado, e nunca a encontrámos. Um dia, uns senhores muito maus vieram buscar a minha dona para um lar, e nesse momento eu tinha acabado de encontrar a chave, mas não cheguei a tempo e levaram-na. Hoje a minha tristeza acabou e os animais estão curados, graças a vocês.
- Oh! Fantasia, não chores! – confortou-o a Maria, fazendo-lhe festinhas.
- Que bela história, Avó – disse o Simão, bocejando.
- Está na hora de irem dormir, meus pequenotes.
- Boa noite, Avó. – disse a Débora.
- Boa noite e bons sonhos.
À noite, eles sonharam com as aventuras que a pequena Edite podia ter vivido, naquele dia, naquela floresta.
Jéssica, 8º B
_________________________________________________- Avó, Avó… Contas-nos uma história? – pediram o pequeno Simão e a sua irmã Débora.
- Está bem, meus pequenos sonhadores. Vou contar-vos uma história que vivi por volta dos meus sete anos.
- Estava eu sentada no sofá da sala da minha mãe, vossa bisavó, a ouvir a chuva a cair. Era um dia muito aborrecido, eu não tinha nada que fazer e Ana, a minha mãe, tinha ido trabalhar para a quinta e cuidar das fazendas. Ora naquele preciso momento, estava a pensar como a Maria tinha sorte, pois tinha uma família completa: uma mãe, um pai, um avô, uma avó e um irmão que nascera havia pouco tempo. Eu tinha apenas uma mãe e um pai. Também tinha uma tia, que vivia num país longínquo, um país que eu sonhava, um dia, vir a conhecer.
- Avó, quem era a Maria? – perguntou a Débora.
- Era a mãe do Bernardo, o nosso amigo que foi para a Suiça? – perguntou o Simão.
- Sim, meus queridos, era. Continuando… Nesse mesmo instante, o meu pai chegou a casa.
- Olá, Edite, estás aqui? Pensei que estivesses a brincar com a Maria e os teus amigos.
- Hoje não quero. E tu, o que vieste fazer? – perguntei eu, muito espantada.
- Vim buscar a bucha para mim e para a tua mãe. Olha, acho melhor ires brincar com os teus amigos. Aproveita enquanto és criança e diverte-te.
Muito obediente, beijei o rosto do meu pai e fui até ao largo da povoação, onde eu e os meus amigos brincávamos juntos. Quando cheguei, só estavam lá a Maria e o Joaquim. Estavam a falar baixinho, como que a planear mais uma aventura.

- Bom dia, de que estavam a falar?
- Estávamos a pensar como haveríamos de ir a casa da Feiticeira, como ela foi internada num lar de idosos, já podemos lá entrar. – disse a Maria.
- Avó, quem era a Feiticeira?
- A Feiticeira era uma velha, muito velha, cheia de rugas, com os olhos muito grandes, avermelhados, que vestia sempre de preto. Ela tinha um gato, também preto, muito grande e peludo, a quem chamava Fantasia. Diziam que ela andava sempre a escavar buracos no jardim, de manhã à noite. Pensava-se que ela tinha um caldeirão escondido no quarto onde cozinhava as pessoas que lá entrassem. À noite, via-se uma luz imensa a sair do seu quarto que invadia a escuridão da noite e deixava as pessoas aterrorizadas. Querem ouvir o resto da história ou não?
- Sim, Avó, claro que queremos. – confirmou o Simão, muito impaciente.
- Então vou continuar.
- O que achas, Edite, queres vir connosco, a casa da Feiticeira?
- Está bem. Vai ser uma aventura! - exclamei com os olhos cheios de curiosidade.
- Olhem, malta, eu não sei, estou com um bocadinho de medo!
- Não sejas pateta, vais ver que vai ser engraçado. – retorquiu o Joaquim, tentando encorajar a Maria.
Quando nos decidimos, fomos rua abaixo até chegarmos a casa da Feiticeira.
Era uma casa muito velha, cheia de teias de aranha, as janelas partidas e as portas roídas dos ratos. O jardim estava morto e cheio de buracos. Reparámos que a porta estava entreaberta.
- Então quem vai à frente? Vai tu Edite, és a mais corajosa.
- Eu? Por que não vais tu? Encorajaste a Maria e afinal tens mais medo do que ela?
- Chega de discussão! Eu vou à frente. – interveio a Maria, abrindo a porta muito devagarinho.
Entrámos um por um, muito agarradinhos e cheios de medo.
Havia três portas e, à nossa frente, umas escadas enormes de madeira. Estava tudo velho, com pó, cheio de teias de aranha. Era uma casa triste, sem vida, sem cor.
- Vamos ver se as portas abrem. – disse eu, entusiasmada.
Distribuímo-nos pelas portas, mas nenhuma abria.
- O que haverá lá em cima? Se calhar é o sótão, vamos lá ver.
Subimos, escada por escada, cheios de medo, mas todos nós estávamos com imensa curiosidade. Quando chegámos lá em cima…
- Já sei, estava lá um robot que faz tudo o que nós fazemos!
- Não, cala-te, Simão! Estava lá uma linda barbie num jardim encantado, rodeada de borboletas e flores.
- Oh! Calem-se meninos. Não era nada disso, mas vejo que imaginação não vos falta. Bem, quando chegámos lá em cima, tudo estava mais iluminado, havia quatro janelas enfeitadas com bonitas cortinas brancas rendadas. Não existia qualquer tipo de pó, estava tudo limpo e o ar cheirava a alfazema. Havia uma cama, um enorme baú, um grande cadeirão azul de veludo e um pequeno armário. Em cima da cama estava uma caixa muito colorida.
- Estão a ver a caixa em cima da cama? O que terá lá dentro? – perguntou o Joaquim.
- Não sei, vamos abri-la, mas é preciso uma chave.
Naquele momento ia pegar na caixa quando, de repente, ouvimos:
- Miau, miau…Miau!
Olhámos os três para trás, era o Fantasia, o gato da Feiticeira. Ficámos perplexos e mudos a olhar para ele. A Maria quebra o silêncio e diz:
- Olhem, traz uma chave ao pescoço, pendurada num cordão rosa. Tenho a certeza que é a chave da caixa. – afirmou a Maria, com muita certeza.
O gato dirigiu-se para nós muito devagarinho. Com muita coragem, a Maria tirou-lhe a chave do pescoço e o gato saltou para cima da cama e sentou-se ao pé da caixa, como que a dizer para a abrirmos.
Muito lentamente, a Maria pegou na caixa.
- Não a abras, – disse o Joaquim com muito medo – pode lá ter uma cobra enorme que nos irá de…de…devo…devorar!
- Não sejas medricas, é apenas uma caixa. – retorqui-lhe eu, quase rindo às gargalhadas.
A Maria, sem ouvir o que o Joaquim lhe dissera, abriu a caixa. E, de repente…
- O que aconteceu, Avó?!
- De repente, uma enorme luz tomou conta de nós e, como que por magia, estávamos numa linda floresta, com uma enorme cascata que escorria por um rio com água muito límpida. Havia imensos animais por toda a parte: esquilos, veados, cães, gatos, sapos, javalis…enfim… todo o tipo de seres que há numa floresta. Estávamos deslumbrados a admirar tanta beleza.
- Viva, viva… viva à nossa Feiticeira e a quem a salvou! – gritavam todos os animais.
- Obrigado, muito obrigado! – disse-nos um gato preto.
- Tu és o Fantasia, não és? – perguntou-lhe um de nós.
- Sim, sou eu, o gato da Feiticeira.
- Então, mas… obrigado porquê?
- Graças a vocês, a Feiticeira já pode morrer em paz. Eu conto-vos a história.
Nós acomodámo-nos num enorme pedregulho que estava ao pé do rio, para que o gato nos pudesse contar a história.
- Quando a Feiticeira era pequena, a mãe ofereceu-lhe aquela caixa que estava em cima da cama dizendo-lhe o seguinte: “ Com esta caixa e esta chave vais poder brincar e falar com os animais numa floresta encantada. Assim nunca te sentirás sozinha.” A partir desse dia, ela foi muito feliz porque cuidava e brincava com os animais desta floresta. Aos quinze anos de idade, ela perdeu a chave e a partir desse dia, ela ficou muito triste e a morrer aos poucos. Os animais desta floresta adoeceram por falta dos cuidados da Feiticeira. Procurámos a chave por todo o lado, e nunca a encontrámos. Um dia, uns senhores muito maus vieram buscar a minha dona para um lar, e nesse momento eu tinha acabado de encontrar a chave, mas não cheguei a tempo e levaram-na. Hoje a minha tristeza acabou e os animais estão curados, graças a vocês.
- Oh! Fantasia, não chores! – confortou-o a Maria, fazendo-lhe festinhas.
- Que bela história, Avó – disse o Simão, bocejando.
- Está na hora de irem dormir, meus pequenotes.
- Boa noite, Avó. – disse a Débora.
- Boa noite e bons sonhos.
À noite, eles sonharam com as aventuras que a pequena Edite podia ter vivido, naquele dia, naquela floresta.
Jéssica, 8º B
A tua banda acaba de lançar o primeiro CD. Como se chama e que tipo de música toca? Como vai ser a promoção desse disco e como vão ser os concertos?
A Minha Primeira Banda
A história que vos vou contar está a passar-se neste momento, em Lisboa, num programa de televisão.
-Bom dia a todos! Hoje aqui no “Bom dia Portugal” temos uma banda que acaba de lançar o seu primeiro CD. Não é verdade, Fábio?
-Sim, é verdade. Nós somos os “On the Limit” e acabámos de lançar um CD, que é uma mistura de rock e pop.
-Antes de mais, diz-me o nome dos teus colegas.
-Eu sou o Fábio e sou o guitarrista, este rapaz
aqui ao meu lado é o Criz e é o baterista e, por fim, este é o Tomás, o vocalista.
-E como se chama o vosso CD?
-O nosso CD chama-se “Night”, em português “Noite”.
-Eu ouvi dizer que mesmo tendo lançado o vosso CD há pouco tempo, vocês já tiveram um episódio curioso…
- Sim, passou-se na Fnac, em Viseu. Nós estávamos lá a ter uma sessão de autógrafos e assistimos a tudo. Uma senhora entra na loja e pergunta ao funcionário da loja se têm o CD de noite, que era o nosso CD. O funcionário, com toda a calma do mundo, disse: Não, minha senhora, nós só vendemos CD’s de dia, de noite estamos encerrados…
-Pois… uma história curiosa. Então diz-me, Criz, tu que és o baterista, como foi o momento das gravações? Estavam muito nervosos?
-Sim. Estávamos todos muito nervosos, mas o pessoal do estúdio pôs-nos muito à vontade, e gravámos logo tudo à primeira.
Vou agora passar a palavra ao vocalista. Diz-me. Tomás, como vai ser a promoção do vosso CD?
-É assim, nós já gravámos um anúncio publicitário que já está a passar na TV e, em breve, vamos gravar o nosso primeiro videoclip, que também vai ser um grande desafio.
-E já pensaram no cenário para o vosso videoclip?
-Sim, vai ser gravado no Parque das Nações, aqui em Lisboa.
-Porque escolheram esse local?
-Escolhemos esse local porque a música para a qual vamos gravar o videoclip chama-se “Story”, que em português quer dizer “História”. Esta música fala de uma história que é a nossa e nós desde pequenos que estamos habituados a ir ao Parque das Nações pelo menos uma vez por dia, pois nós os três vivemos num bairro muito perto do parque, logo passámos lá parte da nossa infância, por isso achámos que era o cenário perfeito para o nosso primeiro videoclip.
-Vou voltar a passar a palavra ao Fábio, para perguntar: Como vão ser os vossos concertos? E onde vão ser?
-O nosso primeiro concerto vai ser amanhã, em Viseu. Nós estamos muito, muito nervosos, mas acho que vai correr tudo bem. Nós estamos à espera de muita gente a ver, até porque a entrada é gratuita e vamos tentar passar energia positiva ao público. Futuramente, no dia 20 de Outubro teremos outro concerto em Nelas. E mais concertos virão.
-Esperamos que sim e que tudo vos corra bem. Senhores telespectadores, encerramos a segunda parte do nosso programa com os “On the Limit” a cantar a música…
-…”Story”.
-Um grande aplauso para eles!
Fábio, 8º A
-Bom dia a todos! Hoje aqui no “Bom dia Portugal” temos uma banda que acaba de lançar o seu primeiro CD. Não é verdade, Fábio?
-Sim, é verdade. Nós somos os “On the Limit” e acabámos de lançar um CD, que é uma mistura de rock e pop.
-Antes de mais, diz-me o nome dos teus colegas.
-Eu sou o Fábio e sou o guitarrista, este rapaz
aqui ao meu lado é o Criz e é o baterista e, por fim, este é o Tomás, o vocalista.-E como se chama o vosso CD?
-O nosso CD chama-se “Night”, em português “Noite”.
-Eu ouvi dizer que mesmo tendo lançado o vosso CD há pouco tempo, vocês já tiveram um episódio curioso…
- Sim, passou-se na Fnac, em Viseu. Nós estávamos lá a ter uma sessão de autógrafos e assistimos a tudo. Uma senhora entra na loja e pergunta ao funcionário da loja se têm o CD de noite, que era o nosso CD. O funcionário, com toda a calma do mundo, disse: Não, minha senhora, nós só vendemos CD’s de dia, de noite estamos encerrados…
-Pois… uma história curiosa. Então diz-me, Criz, tu que és o baterista, como foi o momento das gravações? Estavam muito nervosos?
-Sim. Estávamos todos muito nervosos, mas o pessoal do estúdio pôs-nos muito à vontade, e gravámos logo tudo à primeira.
Vou agora passar a palavra ao vocalista. Diz-me. Tomás, como vai ser a promoção do vosso CD?
-É assim, nós já gravámos um anúncio publicitário que já está a passar na TV e, em breve, vamos gravar o nosso primeiro videoclip, que também vai ser um grande desafio.
-E já pensaram no cenário para o vosso videoclip?
-Sim, vai ser gravado no Parque das Nações, aqui em Lisboa.
-Porque escolheram esse local?
-Escolhemos esse local porque a música para a qual vamos gravar o videoclip chama-se “Story”, que em português quer dizer “História”. Esta música fala de uma história que é a nossa e nós desde pequenos que estamos habituados a ir ao Parque das Nações pelo menos uma vez por dia, pois nós os três vivemos num bairro muito perto do parque, logo passámos lá parte da nossa infância, por isso achámos que era o cenário perfeito para o nosso primeiro videoclip.
-Vou voltar a passar a palavra ao Fábio, para perguntar: Como vão ser os vossos concertos? E onde vão ser?
-O nosso primeiro concerto vai ser amanhã, em Viseu. Nós estamos muito, muito nervosos, mas acho que vai correr tudo bem. Nós estamos à espera de muita gente a ver, até porque a entrada é gratuita e vamos tentar passar energia positiva ao público. Futuramente, no dia 20 de Outubro teremos outro concerto em Nelas. E mais concertos virão.
-Esperamos que sim e que tudo vos corra bem. Senhores telespectadores, encerramos a segunda parte do nosso programa com os “On the Limit” a cantar a música…
-…”Story”.
-Um grande aplauso para eles!
Fábio, 8º A
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Inventaste uma máquina que te permite traduzir a linguagem dos golfinhos. O que é que eles têm a dizer acerca da vida do mar?
Conversa com os golfinhos
No Inverno do ano passado soube que, no Verão seguinte, ia fazer mergulho em alto mar e que ia poder nadar com golfinhos.Como os adorava e não sabia como comunicar com eles, resolvi inventar uma máquina para traduzir a linguagem deles. Comecei em Novembro de 2007 e acabei em Maio de 2008. Abalei para os Açores em Julho e levei
comigo a minha preciosa máquina.Quando cheguei ao arquipélago, ainda tive aulas privadas de mergulho, antes de ir para alto mar. Na primeira vez que mergulhei, em alto mar, fui acompanhada, mas não levei a máquina para não me acharem maluca. Fiquei fascinada com tantas espécies raras que nunca tinha visto ou ouvido falar. Mas também me assustavam algumas coisas: a imensa profundidade do oceano como se nunca mais acabasse ou até a escuridão à medida que descíamos. Depois de algumas tentativas falhadas de aperfeiçoar a técnica e quando acabei o curso, resolvi mergulhar sozinha numa zona onde houvesse golfinhos, e levar a minha máquina.Mergulhei e, quando os avistei, nadei o mais possível para junto deles, para tentar perceber o que eles diziam. Eram dois golfinhos, pai e filho.Quando me viram começaram a falar na língua deles, eu liguei a máquina e consegui perceber o que diziam:
comigo a minha preciosa máquina.Quando cheguei ao arquipélago, ainda tive aulas privadas de mergulho, antes de ir para alto mar. Na primeira vez que mergulhei, em alto mar, fui acompanhada, mas não levei a máquina para não me acharem maluca. Fiquei fascinada com tantas espécies raras que nunca tinha visto ou ouvido falar. Mas também me assustavam algumas coisas: a imensa profundidade do oceano como se nunca mais acabasse ou até a escuridão à medida que descíamos. Depois de algumas tentativas falhadas de aperfeiçoar a técnica e quando acabei o curso, resolvi mergulhar sozinha numa zona onde houvesse golfinhos, e levar a minha máquina.Mergulhei e, quando os avistei, nadei o mais possível para junto deles, para tentar perceber o que eles diziam. Eram dois golfinhos, pai e filho.Quando me viram começaram a falar na língua deles, eu liguei a máquina e consegui perceber o que diziam:- Vieste em má altura. O cardume de sardinhas deve estar aí a passar. Vão-se encontrar com o cardume de carapaus. Eu cá acho que é uma conspiração contra nós, golfinhos.
Eu tentei perguntar-lhes porquê, mas eles não entenderam. Parece que estavam atrasados.
- Eu tenho de levar o meu filho à escola. Não estamos no ambiente terrestre, portanto não há autocarros que o leve lá. No entanto, não há poluição e assim somos mais saudáveis. Esta vida no oceano é maravilhosa, não temos que nos preocupar em pagar contas e impostos, não temos guerras e tiroteios nem crianças abandonadas com fome. Simplesmente “curtimos” a vida e amamo-nos uns aos outros. Nós, golfinhos, damo-nos muito bem com as outras espécies, excepto com os tubarões, que comem tudo e todos, mas nós, no fundo, até entendemos. É a lei da natureza. Agora vou andando. Adeus, humano.
Eu tentei fazer o sinal de “OK” que o meu professor de mergulho me ensinou e disse-lhes adeus. Acho que perceberam. Ainda ouvi os cardumes de sardinhas e de carapaus a conversar, mas, como a minha máquina não dava para mais, desisti de os tentar perceber.Depois de ver tanta coisa, vim embora com vontade de voltar. Foram as melhores férias de sempre.
Vanessa, 8ºB

